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Título: Nomear, Classificar, Existir: um estudo das práticas discursivas como contribuição para a Organização do Conhecimento produzido por comunidades LGBTQIAP+
Autor(es): Nascimento, Francisco Arrais
Palavras-chave: práticas discursivas
LGBTQIA+
terminologia
organização do conhecimento
Data do documento: 2021
Editor: UNESP - Faculdade de Filosofia e Ciências
Resumo: Ao adentrar ao campo dos estudos de Gênero, se pode vislumbrar ao firmar-se sob o viés dos “desvios” da norma, situando-se no domínio das dissidências sexuais e de gênero, se pode vislumbrar um cenário multifacetado, complexo e hipersegmentado. Seguindo a perspectiva de Hjørland (HJØRLAND; ALBRECHTSEN, 1995; HJØRLAND, 1997), em função da diversidade de comunidades discursivas e estratos sociais que compõem tal domínio, este domínio pode ser compreendido enquanto polimorfo, devido a múltiplas formas de vivência e experiências encontradas. Logo, tendo-se a linguagem enquanto prática de significação, permeando todo e qualquer sistema de representação que subsidia formas de resistência e linhas de fuga (FOUCAULT, 2000), tem-se a possibilidade de visualizar os processos pelos quais a identidade dos sujeitos é construída e adquire sentido (SILVA, 2000), levando-se a pensar a performatividade (DERRIDA, 1991). Assim, objetivou-se identificar os termos êmicos utilizados no domínio das dissidências sexuais e de gênero, sob o recorte das comunidades discursivas LGBTQIAP+ que podem fundamentar de forma ética e atuar como garantia autopoiética na prática de organização do conhecimento, para além de, colaborar para a criação de sistemas de organização e representação do conhecimento mais eficientes acerca de tal domínio. Para tanto, elegeu-se a Análise de Domínio (AD) como metodologia, alicerçada em dois recursos de metodológicos que atuaram de forma colaborativa para alcançar o resultado aqui apresentado, a saber Etnografia e Observação (SILVERMAN, 2009; FLICK, 2009) e Cartografia (Cartografia de documentos e Cartografia de sentimentos) (ROLNIK, 2016). Assim, ao vislumbrar os sistemas de saber/poder e patriarcal nos quais está inscrito toda a engenharia social de controle dos corpos, engendrada em uma interseccionalidade das relações de poder, raça, gênero e sexualidade que incidem sobre os corpos de modo a controlar suas práticas em uma produção serializada de sujeitos dóceis e economicamente viáveis sob a perspectiva do biopoder e consequentemente do capital. Diante disso, ao visualizar, compreender os usos e práticas, organizar e dar espaço ao discurso não hegemônico, viabilizouse a construção de diálogos profícuos que possibilitem uma representação verossimilhante, eficiente e eficaz no âmbito dos sistemas de organização da informação e do conhecimento, uma vez que, as linguagem documentárias e os sistemas de classificação devem atuar de forma a auferir um acesso universal, ou seja, uma recuperação eficiente além de uma representação verossimilhante do objeto representado/buscado de modo a satisfazer as necessidades de busca e representação não apenas do usuário, mas também das comunidades discursivas que interagem com os mesmos.
Descrição: Tese de doutorado apresentado ao Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP/Marília, como requisito para obtenção do título de Doutor.
URI: labds.eci.ufmg.br:8080/jspui/handle/123456789/399
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